domingo, 26 de julho de 2009

"Continue a Nadar"


Nomear algo é dar identidade. Eu tenho um nome.
Meu nome é chamado, repetido... querido... desejado... repelido.
Mas, mais que um nome eu tenho um chamado. Esse chamado me confere mais carga pessoal que o substantivo pelo qual me tratam.
Minha vocação é o que fala em mim; portanto, a despeito de toda tentava de ser desviada, eu continuo caminhando.
Diante de uma dor, eu choro, e sigo em frente. Demora um pouco, eu sei... mas sigo.
Diante de um medo qualquer, eu fecho os olhos... e continuo a andar.
Diante de um olhar sem amor, e vou procurando amar...
Devo dizer que dói, e que não tem sido fácil; caminhar, mesmo quando até os que amo não entendem meu modo de andar.
Minha vocação é diferente do que esperam de mim.
Não sou condicionada a algo que é cômodo... minha concepção de bem, de bom é o que o Mestre diz.
Não sou boa ainda; há um longo caminho pela frente. Quero ser boa.
Todo o meu coração ainda precisa da beleza do céu, no entanto, carrega a desfiguração terrena.
Quero continuar. Quero andar e sentir as dores nos pés, sem querer fugir do sofrimento.
Quero que meu coração permaneça firme, mesmo quando toda a vontade dos que me amam é que eu volte.
Não posso.
Não quero.
Eu, há muito tempo, coloquei a mão no arado; "eu sei, não pertenço a esse mundo; tenho fome e sede do Senhor, alimento que vem do lugar que eu sou".*
Meu coração já não atende mais pelo meu nome; não reconhece mais o que a terra deu; reconhece Deus!
Eu sou a ovelha... e uma voz me fez caminhar! É Ele! O Pastor do Salmo, o Pastor da Cruz; o Dono de mim!
E toda vez que me encontro com meu Dono, Ele me faz feliz. Numa felicidade que ultrapassa o que se entende por felicidade; numa felicidade que superficialmente reflete loucura... mas que quando recebe o olhar de quem ama, é o próprio céu!
É o céu!
Ou por sobre as nuvens, ou em alto mar... com pães e peixes, ou sem lugar para reclinar a cabeça... é todo o céu encerrado no Verbo!
Então, é diante do Verbo Encarnado e Eterno que coloco minha caminhada. É nas mãos dele, que deposito meu desejo do eterno, e que tantas vezes me faz romper com o que amo!
É com o Verbo que caminho.... com alegria... com paixões, com medo... Mas é com o Verbo... o Dono de mim, o Deus de minh'alma!!!!
Continuo a caminhar... a despeito das pedras, dos obstáculos... dos predadores!


Com carinho e orações,
Sua irmã em Cristo Jesus, o Verbo Sacrossanto,

Andréia Medrado


* Música: "Quero e Preciso", Dunga - Comunidade Canção Nova

terça-feira, 21 de julho de 2009

Esse coração....


Tenho enfrentado uns probleminhas com meu coração.
Ah, esse coração...
Bate aqui, guardado no peito, e jura que é um ser!
É quase outro ser dentro da caixa do peito, nao é mesmo? E ele se sente no direito de viver a despeito de nossa vontade e condição.
E não é que esse pseudo-ser me pegou ?:)
Depois de tanto tempo... apaixonar-me!
Então, de repente, os sintomas outrora vividos, retornam a seus lugares, como se estes fossem reservados, e quem sabe, comprados e selados.
Sentimentos que no começo incomodam... depois dão coragem...
Sentimentos que mancham... e depois redimem!
São paradoxos do coração.
É isso! Estou apaixonada. Caí, como no Inglês!
Perdida ainda... sem saber como subir... entretanto, vou deixar viver...em mim, esse sentimento tão esquecido, por há tanto tempo ter ido embora.
Vou deixar o coração curtir esse tempo e essa alegria, mesmo que depois, eu precise ressuscitá-lo!
Vai doer. Havia-me esquecido de como era essa dor; vou chorar. Há tanto que as lágrimas que saíam de mim não levavam tal sentimento....
Vou deixar viver.
Ah, esse coração me faz viver assim.... falling in love!!!!

Só uma reflexão sobre meus momentos... Já estou aqui, não é mesmo?


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pannis Angelicus

"Derramaste teu sangue, mistério supremo!
E segues para mim vivendo no altar".

"Em seu imenso amor se imola no altar
O Verbo, Filho de Deus e Filho de Maria".


Amanhã celebraremos o Mistério do Altar e da Presença do Cristo no Pão!

Nas palavras que iniciaram este texto, Santa Terezinha expressa sua experiência com o Santíssimo Corpo e com o Santíssimo Sangue do Senhor, imolado e todo dia imolado!

Com tantos tapetes espalhados por aí, alguns corações estão desnudos...
Antes estar com meu coração encarpetado, cheio de cortinas e ornado para o Grande Rei!

É só o desejo de estar com o Senhor que me consome! E com Ele poder andar nas ruas da cidade onde tapetes e mantos são deitados sob seus pés!
Estar contigo... estar contigo, ó Pai!

Todo o sentido em ti! Para amanhã! E adorar-te, amar-te! Com minhas forças, com minha alma e de todo o meu coração!!!

Adorar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um coração adorador não volta atrás!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A alma humana, por Padre Emílio Mancini

Os grandes ídolos do nosso tempo são o dinheiro, a saúde, o prazer, a comodidade: o que serve ao homem.
E se pensamos em Deus, sempre fazemos dele um meio a serviço do homem: pedimos-lhe contas, julgamos seus atos, e queixamos quando não satisfaz os nossos caprichos. Deus em si mesmo parece não nos interessar.
A contemplação está esquecida, a adoração e o louvor é pouco compreendido. O critério da eficácia, o rendimento, a utilidade, funda os juízos de valor. Não se compreende o ato gratuito, desinteressado, do qual nada se pode esperar economicamente.
Até os cristãos, à força de respirar esta atmosfera, estamos impregnados de materialismo, de materialismo prático. Confessamos a Deus com os lábios, mas a nossa vida de cada dia está longe dele.
Absorvem-nos mil preocupações. A nossa vida de cada dia é pagã.
Nela não há oração, nem estudo do dogma, nem tempo para praticar a caridade ou para defender a justiça.
A vida de muitos de nós, não é, por acaso, um absoluto vazio? Não lemos os mesmos livros, assistimos os mesmos espetáculos, emitimos os mesmos juízos sobre a vida e sobre os acontecimentos, sobre a divórcio, a limitação da natalidade, a anulação dos matrimônios, os mesmos juízos que os ateus? Tudo o que é próprio do cristão: consciência, fé religiosa, espírito de sacrifício, apostolado, é ignorado e até denegrido: parece-nos supérfluo.
A maioria leva uma vida puramente material, da qual a morte é o termo final. Quantos batizados choram diante de uma tumba como os que não têm esperança!
A imensa amargura da alma contemporânea, o seu pessimismo, a sua solidão... as neuroses e até a loucura, tão freqüentes no nosso século, não são o fruto de um mundo que perdeu Deus?
Já bem o dizia Santo Agostinho: "Criaste-nos, Senhor, para ti e o nosso coração está inquieto até que não descanse em ti".
Felizmente, a alma humana não pode viver sem Deus.
Busca-o espontaneamente, mesmo em manifestações objetivamente desviadas. Na fome e sede de justiça que devora muitos espíritos, no desejo de grandeza, no espírito de fraternidade universal, está latente o desejo de Deus.
A Igreja Católica desde a sua origem, mais ainda, desde o seu precursor, o Povo prometido, não é senão a afirmação nítida, resoluta, da sua crença em Deus. Por confessá-lo, morreram muitos no Antigo Testamento; por ser fiel à mensagem do seu Pai, morreu Jesus, e depois dele, por confessar um Deus Uno e Trino cujo Filho habitou entre nós, morreram milhões de mártires.
Desde Estevão e os que como archotes iluminavam os jardins de Nero, até os que, nos nossos dias, na Rússia, na Tchecoslováquia, na Iugoslávia; ontem no Japão, na Espanha e no México, deram seu sangue por Ele. A outros não foi pedido este testemunho extremo, mas em sua vida de cada dia afirmam-no valentemente: religiosos que abandonam o mundo para consagrar-se à oração; religiosos que unem a sua vida de operários, na fábrica, a uma profunda vida contemplativa; universitários animados de um sério espírito de oração; para os quais a oração parece algo conatural e junto a eles, sábios, sábios que se prezam da sua qualidade de cristãos. Há grupos seletos de almas escolhidas que buscam a Deus com toda a sua alma e cuja vontade é o supremo anelo das suas vidas.
E quando encontraram-no, a sua vida descansa como numa rocha perene; o seu espírito repousa na paternidade divina, como o menino nos braços da sua mãe (cf. Sl 130).
Quando Deus foi encontrado, o espírito compreende que o único grande que existe é Ele. Diante de Deus, tudo se desvanece: tudo quanto a Deus não interessa, se torna indiferente. As decisões realmente importantes e definitivas são as que jazem nele.
A quem encontrou Deus acontece o que acontece a quem ama pela primeira vez: corre, voa, sente-se transportado; todas as suas dúvidas estão na superfície, no profundo do seu ser reina a paz. Não lhe importa nem muito nem pouco qual seja a sua situação, nem se escuta ou não as suas preces. O único importante é: Deus está presente. Deus é Deus. Diante deste fato, cala seu coração e repousa.
Na alma deste “repatriado” há dor e felicidade ao mesmo tempo. Deus é ao mesmo tempo a sua paz e a sua inquietude.
Nele descansa, mas não pode permanecer um momento imóvel. Tem que descansar andando; tem que amparar-se na inquietude. Cada dia levanta-se Deus diante dele como um chamado, como um dever, como dita próxima não alcançada.
Quem acha Deus sente-se buscado por Deus, como perseguido por Ele, e nele descansa, como num vasto e tíbio mar. Esta busca de Deus só é possível nesta vida, e esta vida só toma sentido nessa mesma busca. Deus aparece sempre e em todas as partes, e em nenhum lado é encontrado.
Ouvimo-lo no ruído das ondas, e, no entanto, cala. Em todas as partes sobe ao nosso encontro e nunca podemos captá-lo; mas um dia cessará a busca e será o definitivo encontro. Quando encontramos Deus, todos os bens deste mundo estão encontrados e possuídos.
O chamado de Deus, que é o fio condutor de uma existência sana e santa, não é outra coisa senão o canto que desde as colinas eternas descende doce e rugiente, melodioso e cortante.
Chegará um dia em que veremos que Deus foi à canção que balançou as nossas vidas.
Senhor, faz-nos dignos de escutar esse chamado e de segui-lo fielmente.


Pe.Emílio Carlos Mancini.
Moderador Geral
Com Alpha e Ômega.




Nas palavras de Padre Emílio, encontro meu coração! E vejo, então, o que falta no que vivo!
Paz e Bem, queridos!!!

Esse texto encontra-se no link http://pt.almas.com.mx/almaspt/artman2/publish/A_alma_humana_n_o_pode_viver_sem_Deus.php

Se puderem, acessem! Gostei muito! Para o meu tempo, ele foi propício!

Mostra que nós, CATÓLICOS, queremos Ver Jesus: caminho, verdade e vida!

sábado, 11 de abril de 2009

Silêncio e Espera


“Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam à séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
Ele vai, antes de tudo, à procura de Adão, nosso primeiro pai, a ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, e agora libertos dos sofrimentos.
O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: “O meu Senhor está no meio de nós”. E Cristo respondeu a Adão: “E com teu espírito”. E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levante dentre os mortos, e Cristo te iluminará. Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: “Saí!”; e aos que jaziam nas trevas: “Vinde para a luz!”; e aos entorpecidos: “Levantai-vos!”
Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te, obra de minhas mãos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só e indivisível pessoa.
Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci à terra, e fui mesmo sepultado abaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim do paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.
Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi; para restituir-te o sopro da vida original. Vê nas minhas faces as bofetadas que levei para restaurar, conforme à minha imagem, a tua beleza corrompida. Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar dos teus ombros os pesos dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente tuas mãos para a árvore do paraíso. Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava voltada contra ti.
Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus. Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, constituído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o reino dos céus preparado para ti desde toda a eternidade.”



Em todos esses anos participando, vivendo a Santa Semana pude conciliar meu coração.

Hoje, aceito prontamente este silêncio de espera. Silencio e espero.

Tiraram-me o meu Senhor; mataram o meu Senhor!

Seputamos meu Senhor, meu Rabôni, e estou a esperar... a guardar para que nenhum homem o leve! É o Meu amado, belíssimo esposo de minha alma.

Diante de um túmulo inanimado, de pessoas que passam e não entendem minha espera, eu espero.

Esperando uma voz, forte... e voz de Pai a chamar meu nome!

É a espera coroada com esperança que me permite ficar!

Sentada diante do sepulcro!

Espero até vê-lo vazio!


O texto acima faz parte da Liturgia das Horas do Sábado Santo!

No dia de hoje, na espera, a Igreja não ministra nenhum sacramento, exceto o Viático e a Unção dos Enfermos; no entanto, Mãe, a Igreja nos dá o Sagrado Silêncio! Esperamos o Senhor! Oh, Alegria!!!


Deus nos ajude a ficar!


Paz e Bem.

domingo, 5 de abril de 2009

Santo é o Seu Nome!


Hosana ao Filho de Davi!

Hoje é a Santa Missa de Ramos.
Estou aguardando o horário de ir.
Mas algumas pessoas já foram, e chegaram, e me contam o que aconteceu.
É uma das Celebrações mais bonitas desse tempo; é Jesus com sua entrada triunfal na cidade onde seria humilhado, despojado do que tinha, entregue às mãos dos assassinos, para, mais uma vez e de uma vez por todas, sair vitorioso!
É o triunfo sobre a morte!
Antes do fim, um Jesus que traz a vida!
São pessoas gritando ao Filho de Davi, ao Rei!
São pessoas que sabem quem é o Senhor! E outras que gritam por quererem saber; são pessoas que querem o Senhor, e pessoas que não querem, não sabem quem é, mas precisam.

A Santa Missa de Ramos tem a importância da preparação! Inicia-se a Santa Semana, e uma via dolorosa põe-se à nossa frente, não para que fujamos, mas para que a sigamos na certeza de que o SALVADOR nos acompanha! Ele nos precede!
Cantar o Hosana é proclamar a missão de Jesus! Cantar o Hosana é olhar a Cristo e reconhecê-lo Rei dos reis.
Cantar o Hosana é unir nossa voz à voz dos santos todos que já passaram pela terra, e cantaram a santidade de Jesus, e hoje cantam no Céu!

Cantemos o Hosana!
O Cordeiro que entra para a imolação!

Amemos o Senhor!

domingo, 29 de março de 2009

Quando é sempre?


"Eu hoje acordei tão só; mais só do que eu merecia.

Eu acho que será pra sempre, mas sempre não é todo dia".*


Na realidade do que vivo, senti-me como quem não tem pra onde voltar. Uma leve consequência de estar sozinho.
Olhei o lado de fora, e o que estava dentro também. Não encontrei nada.
As circunstâncias me devoram a imaginação, e não há mais justificativas. É uma pena. Viveria na ilusão mais um tempo.
Mas acredito que seja uma situação que se dá pelo momento... eu espero que seja.
De repente procurei pelos que amo e não fui amada!
Galguei os escombros... meus restos não foram procurados.
Que sensação ruim, não ter pra onde ir. E pra todo o lugar que se vai... é-se recusada!
Mas como São Luiz de Monfort: "Se a Cabeça é coroada com espinhos, os membros podem esperar serem coroados com rosas?"
O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça... e que difícil trazer essa realidade para a minha.
Será que é meu trabalho viver assim? No caminho só? Nos pontos e interjeições?
Que seja.
Só não quero ter de caminhar esperando por algo, e depois decepcionar-me.
Que seja assim, então, e que meu coração não espere mais ninguém.
Só temo não saber caminhar solitária.
Não sei ser sem ter alguém! Não sei viver nessa solidão necessária.
Preciso de ajuda! Preciso da ajuda do Único que me entende e ama!
Acho que consigo amar como antes, e não ser amada... não me importo, contanto que estejam perto...
Fico com medo: "Os amigos da Cruz são bem poucos".
No desejo de estar em cruz, perco o que antes considerava meu!
Não sei mais o que é meu!
A realidade me machuca... não quero outra realidade! Quero aprender a lidar com a minha!
Só preciso de gente pra voltar a ser eu!


* Sempre não todo dia, do grande poeta Owaldo Montenegro

quarta-feira, 25 de março de 2009

"Não me olhe depressa demais... sou bem mais do que seus olhos apressados podem ver... tenta olhar com o coração demorado!" Déia

domingo, 22 de março de 2009

Tanta demora

Demorei para escrever... talvez porque não saiba mais quem eu sou.
Mas sei de algumas coisas que me ajudarão a descobrir...
Uma vez me falaram que se aprende quem é no caminho... e lá no fim, o que fomos no caminho diz o que nos tornamos.
Sou reflexo do que creio. Creio num Deus que é vivo, que me ama e que não se afasta; creio em perdas... e ganhos; creio que já fui muito maltratada e isso moldou algumas de minhas atitudes; creio que fui e sou amada, e minhas atitudes hoje não podem existir a partir de momentos ou situações, mas a partir de uma decisão. Então sou a Andréia que decide amar... amar a despeito de toda dor. A despeito da dor que você me causa... e ainda assim, olhar para Deus e olhar para dentro de mim e ver que vai passar. Pode demorar um pouco, mas vai passar!

Essa sou eu. Alguém que busca melhorar e estar sempre com as pessoas que ama. Isso nem sempre é possível... é uma pena... no entanto... quero mudar....
Para melhor... e no caminho, ser eu mesma... e ser com os que querem ser comigo.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Esposo de minh'alma







"Jesus, só tu és meu divino amigo Capaz de perceber aquilo que me faz sofrer Leva-me aonde for, onde tu queres... Pois sendo esposo de minh'alma não me abandonarás"

Sei o quanto tenho deixado de lado o blog... Sei o quanto tenho negligenciado meu lado "Brontë"... No entanto, sei que meu coração ainda requer alguns cuidados divinos. Tenho procurado alcançar maior intimidade com Cristo... aprofundar-me mais nos mistérios da dor, meditando a Santa Paixão do Senhor.

Prometo escrever mais após a Quaresma. Até lá, venha comigo; participe dos Mistérios da Paixão. É momento de voltarmos nossos olhares para nós (deep, deep); voltarmos nossos olhares para nossos irmãos mais necessitados (other, they); lançarmos nossos olhos para o Senhor da vida! (He)! Que nessa Quaresma possamos meditar e agir a partir do que nos propõe a campanha da Fraternidade :Fraternidade e Segurança Pública - A Paz é fruto da Justiça. Que nossas atitudes reflitam o que o Senhor nos ensinou; Jesus é o Príncipe da Paz! Que nossos gestos façam imitadores de fazedores da paz! Que nossas comunidades missionárias busquem e espalhem a paz! Por enquanto é isso... em brave mais... Saudades das "escrivinhações"..... :)
See ya